24 de fevereiro de 2011

I carry your heart with me

"I carry your heart with me (I carry it in
my heart) I am never without it (anywhere
I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing,my darling)
I fear no fate(for you are my fate,my sweet) I want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart(i carry it in my heart)"

Poema de Edward E. Cummings. Pra alertar que ainda estou viva aos meus leitores, e pra lembrar a Ela que eu não consigo tirá-la da cabeça. S. <3

11 de fevereiro de 2011

Until she walks along the beach

Eu sempre gostei do fogo. Sempre admirei a forma como crepita, a forma como consegue destruir, a maneira como é instável e incontrolável. Como só aumenta, como é insano. Como vai passando pelas correntes que prendem qualquer idéia, queimando qualquer coisa que esteja muito próxima, engolindo e tornando em cinzas aquilo que está perto demais. Agora, o gelo, ah, o gelo. Ele tem a forma que você quiser, você pode controlar como ele será, para onde ele irá, afinal, ele não se move. É só água muito fria. É frio e congela a sua alma com uma força que não se pode explicar. Mas você já colocou o gelo perto do fogo? A insanidade do fogo, a sua capacidade de destruir e devorar, consegue fazer esse gelo se derreter. Mas ai é que está. O que acontece quando o gelo derrete? Ele se torna água, e o que a água faz? Apaga o fogo. É um ciclo tortuoso, é uma chama que abrasa, um gelo que ameaça. É uma coisa que não acaba, é fera lutando com fera, um monstro fervente e insano tentando destruir a fria neve. Me queima por dentro, é uma chama ardendo em meu peito, é o vermelho e dourado que me domina, é como um fogo infernal caminhando por debaixo de minha pele, se alimentando de tudo em mim e me fazendo fogo assim como ele. É essa insanidade, é esse conhecimento de força superior que me faz agir em prol do pecado. Eu a vejo, eu a sinto, eu consigo ver as chamas vermelhas refletidas em seu cabelo negro como o corvo que me canta aquela doce canção de morte. Ela é o gelo, o frio que eu tanto temo, aquela claridade que ofusca e reflete minhas chamas que parecem ser tiradas do inferno. Esse gelo que me fatia fora de meu controle. Um rastro de gelo se faz atrás de si, porém, quando perto demais do fogo, começa a derreter e se tornar fumaça, evapora e se esvanece. Porém, às vezes essa água e esse frio ferem o fogo, o diminuem e o fazem gritar, destruir-se. Faz a bruxa feita de fogo destruir-se nas chamas que cria, agonizar em dor e se contorcer em meio ao seu próprio calor. Faz com que a bruxa peça proteção, que lance contra si mesma o seu feitiço de dor, faz com que seu fogo devore sua própria carne e ossos. Faz a bruxa gritar e tentar destruir tudo ao seu redor, faz a bruxa desejar ver a fumaça subir ao tocar no gelo fazendo-o sucumbir, almejando o dia em que todo o gelo sentirá o ardor de suas chamas e ali será destruído, ou que seja seu apenas e apenas seu, nem mesmo que tenha que levar às chamas todo o mundo. Uma alma em chamas tão cruel quanto os olhos impiedosos do assassino, olhos que só conseguem enxergar pecado, que só conseguem contemplar uma única visão. Uma alma destrutiva que derrama sangue e o queima entre o virgem mármore, uma alma que em cujas mãos está o poder de trazer e levar, de ir e voltar, de destruir, que não sente remorso. Uma alma que no final tenta se libertar de si mesma. Um fogo que enlouquece. Fogo. Só fogo queimando furioso ao redor do gelo esperando para ver o que acontece quando um pequeno cubo de gelo do tamanho de uma maçã se encontra com uma verdadeira floresta de furioso e alto fogo. Um dos dois precisa morrer, qual vai ser o primeiro?

8 de fevereiro de 2011

Diabolique sorciere

Acordar todos os dias e notar o quão louca estou ficando. Não conseguir dormir bem e tenho pesadelos todo o tempo. Eu não entendo o que acontece comigo, honestamente, a cada dia que passa eu me vejo definhando, eu mudei tanto que eu me assusto com o reflexo. Não controlo meus atos e meu peito dói o tempo todo, quase que a cada batida que ele dá. Há algo que o destrói, corrói, como ácido, é uma coisa latente, um sentimento pesado e doloroso, é algo que me mata aos poucos. Eu não consigo entender porque dói tanto ter que vê-la, porque me machuca de tal maneira sentir o seu cheiro mesmo que distante, eu não consigo compreender o que me faz sentir aquilo na barriga quando ela passa perto de mim, não imagino como explicar o que eu sinto quando a vejo sorrir e no flagra me olhar. Eu não conseguiria dizer todos os motivos de me sentir assim, todos os motivos que me fazem querer estar com ela o tempo todo, todas as razões de eu precisar abraçá-la só uma vez, beijar o seu rosto e lhe dizer, baixinho, o quanto foi e ainda é importante pra mim. Tudo que foi e tudo que pra sempre continuará sendo. Histórias sem final só acontecem por um motivo, pois seria doloroso demais dar fim à algo tão bonito, ou seja, pois ainda se acredita que pode haver a volta. Eu amo seus olhos castanhos, e não acho que seriam tão bonitos em outra pessoa, assim como não acho que olho algum pudesse combinar melhor com os meus negros do que os seus. Você é o que me faz forte, e por mais que eu diga que não quero sentir a sua falta, bem, eu sinto. De todo o pesadelo que vivo, você é o sonho bom que eu gosto de ter, e mesmo que presente em alguns pesadelos, eu sei que você é a vela acesa no escuro no qual me encontro. Esteja comigo, seja minha.

5 de fevereiro de 2011

Something evil's lurking in the dark

Ontem li um texto do magnífico doutor Drauzio Varella e hoje logo cedo estive lendo uma briga pelo twitter que envolvia defensores do homossexualismo e um perfil religioso. Isso me fez pensar em muitas coisas. Eu não tenho religião fixa ou formada, na verdade, sou a pessoa mais suspeita para falar de religiões já que me deixo levar por várias delas. Sou espírita seguindo Kardec; acho a Umbanda uma das religiões mais bonitas do mundo inteiro; a igreja católica é uma das igrejas que mais errou durante o curso da humanidade, mas ainda sim, é uma igreja que eu gosto de freqüentar algumas vezes. Acho que não tem nada de errado, nunca nem vi nada de errado em nenhuma delas. Sempre fui assumida sobre minha sexualidade para todos, e pra qualquer um que me pergunte a resposta é sempre "Eu sou lésbica, gosto de mulheres e me orgulho disso". Meu pai que escolheu seguir a umbanda, não vê mal nenhum na minha opção sexual. Minha mãe que é católica também jamais viu. Meu amigo é ateu, heterossexual, e nunca viu problema também. Minha colega é de outro estado, heterossexual e segue o judaísmo, ela também acha normal. Então eu me pergunto, qual é o problema com os outros religiosos? Por que toda essa perseguição? Eu realmente não consigo entender isso. Eu que estudo a bíblia nunca achei uma frase sequer condenando o homossexualismo, assim como nenhum desses religiosos homofóbicos também nunca viu. Ao contrário, li bastante sobre como cada pessoa deve amar e respeitar a outra da forma que ela é. Sobre como as pessoas são diferentes, mas como Deus ama a todas elas. E é verdade. Se existe um Deus ele ama a todos de uma forma muito igual, são todos seus filhos e eu duvido que ele vá lhes repudiar pelas escolhas que fazem. Afinal, não fomos feitos baseados na imagem dele? Então Deus é um pouco de cada nós. Ele é o homem e a mulher heterossexual, ele é a mulher lésbica, ele é a mulher que já foi homem, ele é o homem homossexual. Deus é amor, não ódio, por que odiaria a mim porque eu amo outra mulher? Por que ele se preocuparia com a minha felicidade PARECER errada quando tem muitas crianças na rua para ele cuidar? Eu acho que esses religiosos deviam se colocar em seus devidos lugares. Aos olhos de Deus nós estamos no mesmo patamar e ninguém tem o direito de julgar e ditar o que é certo ou errado. O Papa e você não são diferentes, mas aquele mendigo ou aquele transexual também não são. O que você homem faz com sua esposa é o mesmo que aquele seu amigo gay faz com o namorado. Aos preconceituosos que usam a bíblia como desculpa, por favor, a leiam direito e não só para pregar tolices aos seus seguidores. Se querem pregar a palavra de Deus, preguem a palavra dele e não a palavra de vocês contorcida. Até lá, que Oxalá ilumine a cabeça desses imbecis se dizendo donos da razão, pois afinal, tudo de mal que se faz, todo ódio que se demonstra... Volta pra você três vezes maior um dia.

3 de fevereiro de 2011

Dando sinal de vida

Nunca se é homem enquanto se não encontra alguma coisa pela qual se estaria disposto a morrer.
Jean-Paul Sartre

28 de janeiro de 2011

Who you think you are to cry?

Sei que sempre lê o que escrevo, sei que sabe de tudo na minha vida e sei que você nunca deixou de estar na minha sombra. Nunca deixei claro que escrevia para você, egocentrismo o seu achar isso, mesmo que certa. Pois agora, terá o texto que queria ler. Por mais de um ano deixei sua presença me torturar, deixei que sua mente carregada de má índole e sua crueldade comigo me tomassem o ser e me dominassem a mente, você me enlouqueceu e sabe disso. Mente para ela, e você sabe disso, não se sente enojada em fazê-la acreditar? Tola. Sabe qual é a diferença entre ela e eu? Você me subjugou e viu que eu era bem maior do que você pensou que eu fosse ser um dia. Sabe por que fiz tudo que fiz por você? Por que eu fiz tudo que fiz contigo? Porque me sentia sozinha, porque você me fazia mal, porque você me viciou em você. Porque me prendeu sem me dar o que deveria dar, como um cão em sua coleira que não recebe água ou comida, nem mesmo atenção. Foi isso que eu sempre fui pra você, afinal. Mas você, só você sabe como eu a amo, e você sabe que me ama também de igual forma. Não importa quanto tempo fique longe de mim, você sempre volta, mesmo que por pouco tempo, mas volta. O seu coração é meu, assim como o meu é seu, totalmente seu. E eu sei que nós vamos nos rever, sei que vamos estar juntas de novo, e você também sabe. Porque não existe uma coisa sequer neste mundo que eu não vá fazer por ti, nem que isso signifique desistir de mim.

22 de janeiro de 2011

Car ma vie

Azul, eu adoro essa janela de madeira azul e amo a parede branca envolta. Aquele muro velho de tijolo vermelho e mofo, aquela grade enferrujada. Gosto também daquele vaso bonito de renda portuguesa, com aquelas folhas verde-escuro enfeitando a sala. A flor de maio branca que desabrocha fora da hora e parece ainda mais bonita na mesinha de centro, mimo antigo que poucos conseguem entender. É aquela companhia gostosa que de longe te faz ficar bobinha e mais bobinha olhando pra tela do computador. Aquela coisa singela, aquele sorriso todo traiçoeiro e matreiro, menina bonita. Deve ter uma risada daquelas gostosas de ouvir, daquelas que te prende e que te faz agir feito palhaço pra ouvir mais. Ah, meu Deus, como poderia ter tanta graça um alguém assim tão inocente? Ah, mas é sim, é assim toda cheia de charme, toda cheia das manhas e toda cheia daquilo que eu gosto. Daquelas que te viciam, que te chamam pra perto quando você cisma fugir, e no final, quando ela chama você acaba indo, e depois que foi nem lembra o que estava fazendo antes. É como um roubo, te tomam do resto do mundo e te chamam tanta atenção quanto a plumagem verde e bonita das aves tão belas de nosso clima tropical. Menina, seja minha. Ou então permaneça assim, tão pura e casta, tão doce e tão meiga, assim, com esse teu jeito que só você saberia ter no mundo todo. Assim, tão delicada quanto flor sem espinho. Afinal, as rosas tem um perfume gostoso, são bonitas e assim tão românticas, mas perdem feio para as margaridas que assim tão simples e frágeis, conseguem me fazer pensar por horas em quão bonitas são e em como seu perfume assim, tão diferente dos demais, consegue ser ainda mais encantador. Um brinde às margaridas.