20 de setembro de 2010

Detesto

"She is everything I need that I never knew I wanted
She is everything I want that I never knew I needed"

Vamos
para a minha lista de coisas que eu detesto neste dia fatidico, comum, estressante e tedioso. Começando por este blog, eu o amo, mas odeio não ter nada para escrever nele e abandoná-lo por consequência; me odeio por escrever esses posts inuteis nele e não parar nunca. Agora indo para meus hábitos, odeio me forçar a comer frituras até passar mal só porque estou com raiva. Detesto ter que virar a adulta e madura em tudo de um dia pro outro e lidar com a pressão que jogam em cima de mim por isso. Odeio não ter assunto nem paciência pra falar com ninguém. Abomino o fato de sentir tanto a falta de alguém ao fato de ficar esperando-a e ela nem mesmo aparecer. Odeio mentir pra uma pessoa só para não magoá-la. Me odeio por estar fazendo todas essas coisas e as aceitando, mesmo odiando e sofrendo por isso, sem mudar nada. Me sinto mais uma adolescentezinha de onze anos idiota e obesa dos Estados Unidas vitima da alienação capitalista. O que eu mais detesto? Eu mesma e estas saudades loucas, compulsivas e crescentes em mim, fato.

mp3: she is, the fray

13 de agosto de 2010

Oh, why can't you see?

"1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que nos vemos privados.
    2.
Pesar, mágoa que essa privação nos causa."

Sabe, eu simplesmente odeio essa tal de saudade, digo, às vezes ela é boa e faz com que encontros sejam mais deliciosos do que de costume, mas em noventa por cento das vezes não passa de só mais uma angústia crescente e louca no peito. Recordações que de tão boas chegam a arder e doer no peito causando uma vontade enorme de arrancar o coração dali e mandá-lo para longe evitando sentir algo mais. Mas afinal, o que é mesmo sentir falta de alguém? É sentir seu cheiro por todas as manhãs? Revirar-se na cama procurando aqueles braços quentes e deparar-se com uma parede fria? Ouvir o tocar da campainha e correr até o portão esperando ver aquele par de olhos brilhantes e se topar com a vizinha? Sair correndo para atender o telefone esperando aquela voz de veludo mesmo sabendo que ela não vai ligar? Se pegar ouvindo lindas músicas e olhando pra janela vendo aquele céu azul da cor exata dos seus olhos e pensar "como seria bom se ela estivesse aqui agora"? Rir ao se lembrar de piadas idiotas? Chorar por estar sozinha? É, talvez isso seja sentir falta. Eu sei que desses sintomas, eu tenho outros mais e poderia passar dias escrevendo-os aqui, mas me poupo das palavras dizendo um simples: Sinto saudades.

Mp3: "I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you", Black Kids.

7 de agosto de 2010

Flor de cerejeira

É de fato que não ando dormindo bem ultimamente, para ser franca, há mais de uma semana não consigo dormir. Pesadelos, faltas de ar, solidão. Simples e sem maiores explicações. Durmo pouco e acordo dolorida e mais cansada do que quando me deitei, fico tempos e tempos na cama olhando o teto e mirabolando quantas ondas cada pequeno trecho daquela madeira fina tem. Chego à conclusão de que não existem ondas ali e volto a buscar algo em que pensar. Lembro-me da escola e me visto rapidamente esquecendo a famosa vaidade, vestindo a primeira coisa que vejo pela frente se ela for me esquentar. A rotina me mata aos poucos assim como o tédio e a falta de inspiração. Aonde estão as tais musas inspiradoras de quem tanto me falam? Não encontro nenhuma disposta a me causar devaneios loucos de suar o travesseiro ou simplesmente causar o suspirar entre os vermelhos e finos lábios meus. Então paro e me dedico às flores de cerejeira. Delicadas e belas da forma mais singela e simples possível, tão serenas.

23 de julho de 2010

E mai nessuno capirà

"Há dias que eu gostaria de ser como o vento. Só desejo ser como o vento. Se eu pudesse ter o controle da gravidade para poder voar nos céus. Esse é meu desejo. Eu acho que nesses dias estou tentando fugir do meu destino, (...) o vento sopra com força. (...) Só o que queria nessas horas era fugir do meu destino, pratiquei todos os esportes que existem, ninguém conseguia me vencer, (...) tudo me parecia tão distante que conseguia notar o tempo, só o que me importa são os carros de corrida, eles significavam tudo pra mim até conhecer Michiru, e foi aí que percebi que ela era quem eu estava procurando e que ela sabia quem eu era (...), mas sentia que a hora se aproximava, tudo mudaria num piscar de olhos. (...) E por isto escolhi este caminho (...) Não posso voltar atrás agora, não agora que a batalha final está próxima."
Haruka Tenoh, Sailor Moon.

Imbranato.

Acordei me sentindo quebrada, não tinha sono algum, mas não queria levantar. Queria continuar caída naquela cama sem me lembrar de nada, queria voltar a dormir e a não pensar em simplesmente coisa nenhuma, queria deitar e não levantar mais. A droga do celular tocando alto me fazia querer vomitar, quem era? Minha avó ligando para checar se ainda tinha créditos no telefone de casa. Uma vontade absurda de jogar no chão aquele maldito pedaço preto de tecnologia me subiu pelas veias, revirei os olhos e voltei a tentar dormir. Sem sucesso, liguei o rádio e coloquei-me a ouvir músicas cafonas que com certeza não me fariam mais feliz. Uma coisa que sempre vi em mim, quando assustada, amedrontada, triste e magoada, eu nunca fico "irritável", eu fico irritante tentando parecer o mais feliz possível. Uma euforia maluca me cresce, uma infantilidade louca, reflexo de toda a vontade de gritar alto amaldiçoando a Terra por todas as voltas que dá me fazendo cair. Choros e risos exagerados a cada instante, palavras que machucam, que enraivecem até o último pedaço da alma. Calafrios, uma vontade de deitar na cama, fechar as janelas, excluir toda a luz possível do dia, botar uma música cafona no rádio e olhar pro teto pensando no quanto as coisas não fazem sentido algum. Odeio tudo isso. A espuma branca do leite vai se escurecendo com o café que se mistura lentamente com este, ambos quentes de me queimar a garganta, exatamente como gosto. O céu de azul vivo, mas escurecido como se coberto por mil nuvens cinzentas, me lembra o quanto tudo é repartido ao meio, o quanto tudo é tão contraditório e até mesmo relativo. Vicio maluco que me atormenta em cada canto, cada detalhe e cada lembrança me traz a minha loucura. E ah! Como eu odeio espelhos. Eu estou em casa, não me mudei, não sai do lugar, mas ah, como queria poder voltar pra "casa"! Let me go home...

21 de julho de 2010

Quando me perguntam

“O amor é. Ele simplesmente É! Não podem fazê-lo desaparecer, é a razão de estarmos aqui. É o topo da vida. E, quando você chega ao topo e olha para todos lá em baixo está preso nele para sempre, pois se tentar mover-se, você cai você cai...”.
(Assunto de Meninas.)

12 de julho de 2010

O Choro Lupino

Estava tudo coberto de neve, havia lobos em toda parte ao meu redor, não podia vê-los, mas podia sentí-los me observando com aqueles olhos perfeitamente dourados. Eu sentia tanto frio, mas não me importava, meus pés descalços não faziam a menor diferença. Ao correr podia sentir os galhos arranhando e rasgando minha pele, me cortando. Quanto mais rápido eu corria, mais rápido eles vinham atrás de mim, uivavam tão alto e de forma tão sombria que pareciam um só grito. O som de água corrente me assustou e me confundiu, como podia existir água sem que ela se tornasse gelo em meio ao frio extremo? Deslizei pelas pedras caindo na água e lá estavam eles atrás de mim, me senti quase cair em meio aquela água fria, mas simplesmente me virei para trás. Aquele vento forte e cortante me passando pelo rosto e cabelo, foi então que encontrei um sorriso em meio a toda aquela escuridão. Os uivos pareciam se tornar choros agora, lágrimas desciam pelo meu rosto e eles pareciam compartilhar a dor que eu estava sentindo. Medo, solidão, tristeza, uma vontade de cair e me deixar levar por aquelas águas... Aqueles olhos quase prateados pareciam os de uma fera tão cruel quanto a própria noite, mas aquele sorriso doce e aquela mão estendida em minha direção me deixaram confusa. As lágrimas corriam e lá eu estava observando aquela figura pálida sob a luz da lua, imóvel. Eu deveria ou não ir com ela? Era só um sonho, ou um sinal? Queria conseguir continuar correndo.