19 de novembro de 2010

Nobody knows it but me

Sabe, quando se está triste é quando se melhor escreve, por mais que sempre digam "se acalme e pense bem depois", deveriam de ouvir quando se está triste e no ápice de sua loucura, pois é quando se vê as coisas com mais clareza ao ponto de dizer tudo que pensa, ao ponto de ter coragem de fazer o que você realmente quer ou acha melhor. O que te doeria mais vindo da pessoa que você ama? "Eu não te amo mais, me deixe ir", ou um "Eu te amo, não quero, mas eu preciso ir embora agora..."? Sempre me disseram que a indiferença da pessoa de quem gosta pode matar e é a maior dor que se pode ter, mas eu tenho uma teoria provada de que não é verdade. A maior dor é ver a pessoa que você mais amou no mundo passar ao seu lado, você notá-la e virar o rosto fingindo nem mesmo conhecê-la, ter que vê-la e tratá-la como uma pessoa estranha. Algumas coisas vem na cabeça, você se arrepende, mas no fundo, não mudaria nada, pois é isso que fez você mais forte de um certo modo, é isso que te faz triste e tornou tudo um inferno agora, mas ainda sim, é o que te elevou aonde está, pois precisava ter acontecido. Eu acho que estou louca.

Mp3: Lips of a angel, Hinder.

6 de novembro de 2010

"Deixa eu brincar de ser feliz...

... deixa eu pintar o meu nariz"
Los Hermanos, Todo Carnaval Tem Seu Fim.
 

Sabe, eu fico tão depressiva ouvindo essa música, fazendo uma análise de cada frase, escutando-a repetidas vezes, adivinhando as frases seguintes. Para aliviar essa dosagem exagerada de drama, volto para 2007 e escuto D'Black com a música 'sem ar', ainda mais triste, mas ainda sim, não tão impactante em mim quanto a anterior. Me inspiro para escrever e nada vem na mente, a parte ruim de ficar triste é quando as pessoas ao seu lado resolvem notar e se angustiar com isso, toda a angonia dentro do meu peito não é páreo para a dor que essa empatia me causa. Não é que a solidão seja boa, só é o melhor quando se deve dividir ou causar dor da pessoa do seu lado. Ela está aqui, isso é bom, mas ainda sim, pensar que a machuco, com toda essa insanidade e imensa melancolia em mim, é como morrer e ainda sim, a quero por perto e honestamente, não sei o que faria sem ela do meu lado. Ivete Sangalo, Deixo, linda a letra por mais que eu não seja grande fã das músicas dela. "(...) Quando a noite vem / fico louco 'prá dormir / só pra ter você / nos meus sonhos / me falando coisas de amor / Sinto que me perco no tempo / debaixo do meu cobertor / Eu faria tudo / prá não te perder / assim / Mas o dia vem / e deixo você ir" Acho que são poucas as músicas que podem explicar melhor os meus sentimentos. Pesadelos mesmo que torturantes ainda sim são bons pra tirar a cabeça dos problemas se uma face conhecida e agradável estiver por lá. A verdade é que estou infeliz e são poucos os momentos em que consigo espantar isso, e ultimamente ando confusa sobre sair do meu mundo, quando saio só me firo, não vale a pena então, mas ainda sim, sempre faço. O risco de se machucar, de se perder é sempre tão grande quanto o de deixar de ter medo da luz, acredito, então é, no final das contas acaba valendo a pena de um jeito de outro.

26 de outubro de 2010

E deixo o cansaço ganhar

Loucura segundo o dicionário Pribreram da Língua Portuguesa:
"1. Alienação mental;
2. insensatez, imprudência;
3. extravagância;
4. doidice, acto descontrolado ou irreflectido."

Acredito que seja impossível escrever um livro sobre loucura sem acabar, em parte, enlouquecendo com ele. Na verdade, acredito que seja uma loucura o que acabei de dizer, pois afinal de contas, eu sou a louca que está contaminando o livro inteiro. A cada dia que passo, mais arranco os fios de cabelo da minha cabeça de tanta agonia, a cada noite que viro me sinto enlouquecer ainda mais. São 06:12 da manhã e eu deveria estar dormindo para acordar em dezoito minutos para me vestir e ir assistir uma aula - que não faço há tempos - de forma digna e bem disposta, entretanto, não consigo nem mesmo disfarçar a falta de sono ou pensar em uma boa desculpa para dar aos meus pais para poder faltar na escola. Como assistir aquelas aulas insuportáveis sem dormir ou sem cometer homicidio seguido de suicidio eu me pergunto. Como? Como aturar pessoas que detesto, pessoas que não conheço? Pessoas que ao contrário de mim são de verdade, de carne e osso e não de tinta e papel? Pessoas que fazem barulho? Me enoja tanto este pacto demoniaco que tratei de fazer comigo mesma. Uma anotação mental, uma vontade gigantesca de tomar café e uma música melancólica tocando no pc, triste fim para uma mente tão fracassada. Sabe, é mentira quando dizem que todos têm o mesmo potencial, é uma grande mentira.

2 de outubro de 2010

derrière l'écran

Já se sentiu totalmente sozinho mesmo que estivesse rodeado de pessoas e motivos para estar se sentindo bem? Todo mundo já teve a sensação de solidão e vazio, mas somente quando tem motivos para sofrer assim. Eu sofro, mas não consigo encontrar a razão para tamanho sofrimento, é como se eu estivesse sugando a tristeza alheia, tomando do mundo seus males e chorando por eles. Realmente não sei a razão de estar me sentindo assim. Não quero estar perto de ninguém, e quando estou, não quero que vão embora. Minha vontade para fazer as coisas parece ter sumido, levantar e fazer o que antes me dava prazer, agora é uma tortura, é dificil demais. Levantar-me e abrir as cortinas, deixar o sol entrar, dói, machuca. As pessoas que mais me eram importantes, andam tão indiferentes que eu tenho até mesmo nojo de estar perto delas, e por algum motivo, continuo sendo falsa e mentirosa ao ponto de insistir para que continuem perto, por puro drama, por pura vontade de lhes ferir com a frieza. O estranho é que eu estou feliz quando perto Dela, de alguns poucos amigos, mas a tristeza, a solidão, o vazio e a dor me dominam quando estou só. Eu não consigo ter sensação alguma quando sozinha, nada parece importar ou existir no meu mundo. Só quero escrever, tomar meu café e ver a chuva batendo na janela deste quarto frio...

20 de setembro de 2010

Detesto

"She is everything I need that I never knew I wanted
She is everything I want that I never knew I needed"

Vamos
para a minha lista de coisas que eu detesto neste dia fatidico, comum, estressante e tedioso. Começando por este blog, eu o amo, mas odeio não ter nada para escrever nele e abandoná-lo por consequência; me odeio por escrever esses posts inuteis nele e não parar nunca. Agora indo para meus hábitos, odeio me forçar a comer frituras até passar mal só porque estou com raiva. Detesto ter que virar a adulta e madura em tudo de um dia pro outro e lidar com a pressão que jogam em cima de mim por isso. Odeio não ter assunto nem paciência pra falar com ninguém. Abomino o fato de sentir tanto a falta de alguém ao fato de ficar esperando-a e ela nem mesmo aparecer. Odeio mentir pra uma pessoa só para não magoá-la. Me odeio por estar fazendo todas essas coisas e as aceitando, mesmo odiando e sofrendo por isso, sem mudar nada. Me sinto mais uma adolescentezinha de onze anos idiota e obesa dos Estados Unidas vitima da alienação capitalista. O que eu mais detesto? Eu mesma e estas saudades loucas, compulsivas e crescentes em mim, fato.

mp3: she is, the fray

13 de agosto de 2010

Oh, why can't you see?

"1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que nos vemos privados.
    2.
Pesar, mágoa que essa privação nos causa."

Sabe, eu simplesmente odeio essa tal de saudade, digo, às vezes ela é boa e faz com que encontros sejam mais deliciosos do que de costume, mas em noventa por cento das vezes não passa de só mais uma angústia crescente e louca no peito. Recordações que de tão boas chegam a arder e doer no peito causando uma vontade enorme de arrancar o coração dali e mandá-lo para longe evitando sentir algo mais. Mas afinal, o que é mesmo sentir falta de alguém? É sentir seu cheiro por todas as manhãs? Revirar-se na cama procurando aqueles braços quentes e deparar-se com uma parede fria? Ouvir o tocar da campainha e correr até o portão esperando ver aquele par de olhos brilhantes e se topar com a vizinha? Sair correndo para atender o telefone esperando aquela voz de veludo mesmo sabendo que ela não vai ligar? Se pegar ouvindo lindas músicas e olhando pra janela vendo aquele céu azul da cor exata dos seus olhos e pensar "como seria bom se ela estivesse aqui agora"? Rir ao se lembrar de piadas idiotas? Chorar por estar sozinha? É, talvez isso seja sentir falta. Eu sei que desses sintomas, eu tenho outros mais e poderia passar dias escrevendo-os aqui, mas me poupo das palavras dizendo um simples: Sinto saudades.

Mp3: "I'm not gonna teach your boyfriend how to dance with you", Black Kids.

7 de agosto de 2010

Flor de cerejeira

É de fato que não ando dormindo bem ultimamente, para ser franca, há mais de uma semana não consigo dormir. Pesadelos, faltas de ar, solidão. Simples e sem maiores explicações. Durmo pouco e acordo dolorida e mais cansada do que quando me deitei, fico tempos e tempos na cama olhando o teto e mirabolando quantas ondas cada pequeno trecho daquela madeira fina tem. Chego à conclusão de que não existem ondas ali e volto a buscar algo em que pensar. Lembro-me da escola e me visto rapidamente esquecendo a famosa vaidade, vestindo a primeira coisa que vejo pela frente se ela for me esquentar. A rotina me mata aos poucos assim como o tédio e a falta de inspiração. Aonde estão as tais musas inspiradoras de quem tanto me falam? Não encontro nenhuma disposta a me causar devaneios loucos de suar o travesseiro ou simplesmente causar o suspirar entre os vermelhos e finos lábios meus. Então paro e me dedico às flores de cerejeira. Delicadas e belas da forma mais singela e simples possível, tão serenas.